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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MIA COUTO

ÁRVORE
cego
de ser raiz

imóvel
de me ascender caule

múltiplo
de ser folha

aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo 
© MIA COUTO 
In Raiz de Orvalho e outros poemas, 1999 


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