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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Poesia Alternativa

Sem resistência

Solta-se da rosa a pétala
sedosa ainda, e perfumada
dos aromas que partilhara naquele botão
Tão macia que era
Tão suave em seu cair
Ato-te ao ar num olhar de suspensão
Eternizo-te na memória de existir

De cada vez que passo
junto ao vaso em que caíste
Sinto-te a fragrância
Toco-te a macieza perene
Naquele gesto mágico e furtivo
de te ter em recordação
de te guardar onde persistes

Hoje, paro e não resisto
em tocar o botão maquinal
deste relógio que atraso
Cem séculos, mil anos de demora
(Tanto tempo a suceder….)
Prendo-te nas nervuras do poema
Perpetuo-te na memória de escrever

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