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segunda-feira, 14 de março de 2016

Resenha: Morte na Mesopotâmia

Morte na Mesopotâmia
Autor: Agatha Christie  
Ano: 2014 
Páginas: 242
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: A enfermeira Amy Leatheran é contratada para se juntar a uma expedição arqueológica no Iraque. Mas sua função ali tem bem pouco a ver com ruínas e artefatos: ela deve vigiar de perto a bela Louise Leidner, que está cada vez mais apavorada com a ideia de que talvez seu ex-marido não esteja tão morto quanto acreditava. Louise pode estar imaginando coisas. Mas o fato é que, uma semana após a chegada da enfermeira, a mulher é encontrada morta no próprio quarto, e agora cabe a Hercule Poirot identificar o assassino. Quem terá sido? Tudo indica que o culpado está entre os membros da equipe de cientistas.
O que achei:
"Não tenciono ser escritora nem saber nada da arte de
escrever. Traço estas linhas só porque o dr. Reilly me pediu.
Não sei explicar direito, mas quando o dr. Reilly nos pede para
fazer alguma coisa, é impossível recusar."

Morte na Mesopotamia é narrado pela enfermeira Amy Leatheran como um fato que ocorreu quatro anos antes e precisa ser contato com clareza pois boatos diziam que provas relevantes haviam sido suprimidas.
Amy passa a relatar então desde o momento que é contratada para ir para Bagdá pelo Dr. Leidner para cuidar da sua esposa Louise Leidner, uma senhora atormentada com estranhas visões e cartas misteriosas enviadas por um ex marido que todos pensam estar morto. Louise parece temer que algo terrível aconteça com ela.  
"Eu estou com medo de ser assassinada!" 
A princípio Amy não entende qual possa ser a "doença" que afeta a bela senhora. Louise desconfia de todos os homens que aparecem observá-la, vê homens em sua janela e escuta barulhos suspeitos. Amy acredita ser uma crise de nervos, esta que parece estar incomodando todos ao seu redor na escavação. Louise não é tão bem-quista como o marido acredita pelos seus colegas." A senhora conta para a enfermeira a sua história do passado e de quem poderia estar enviando cartas ameaçadoras para ela dizendo que vai matá-la caso ela se case de novo, que ela lhe desobedeceu e que irá pagar. E as ameaças continuam até mesmo depois dela ir com o marido para Bagdá. Que ela não poderia se esconder e que iria morrer. Até que uma ultima. Uma semana antes de Amy ser contratada chega uma carta, escrita a mão com um simples "cheguei".
Amy começa a ver que os temores de Louise não são uma simples crise de nervos. Só que é tarde demais. A sua paciente é encontrada morta em um quarto que ninguém poderia ter entrado.  
A polícia investiga o crime, mas nada parece apontar para uma solução e os investigadores falam do nome de uma pessoa que seria capaz de solucionar esse crime: Hercule Poirot.
"Sei que é um choque, mas é preciso ser encarado. O assassino não veio de fora... então, deve ter vindo de dentro. Tudo indica que a sra. Leidner foi assassinada por um membro de sua própria expedição."
E claro, como um verdadeiro farejador de misteiros, Hercule Poirot está pelas redondezas e vai ate o local afim de saber mais sobre a escavação, e a tempo de liderar a investigação! Com evidências mínimas, apenas uma mancha de sangue, Poirot inicia a busca pela resolução do crime, claro, contando com a ajuda de uma empolgada enfermeira Amy. As investigações seguem a linha Poirot. Todos são suspeitos ate que as evidências provem ao contrário. Só que: O que é um assassino sem as evidências para incrimina-lo?  Como? Só lendo para descobrir!
"Quando a gente o enxerga, dá vontade de rir! Parece um personagem de teatro ou de cinema. Para começo de conversa, não mede mais do que, digamos, 1 metro e 63 – um homenzinho excêntrico e roliço, já bem maduro, com um formidável bigode e a cabeça oval. Parece o cabeleireiro de uma comédia teatral! E era esse sujeito que ia descobrir quem matou a sra. Leidner!"
Ah eu adorei esse livro! Eu gosto quando você sabe um pouco mais da vida das pessoas antes do crime em questão.  E claro amei porque eu sou completamente apaixonada por descobertas arqueológicas e objetos misteriosos então este livro foi um verdadeiro prato cheio pra mim. Fora as análises psicológicas dos personagens que foram maravilhosas. Espero que mais livros dela sejam assim. 
“E assim tudo se explica, tudo se encaixa... Com perfeição psicológica."
Sobre o final: MEU DEUS!! Se o Assassinato de Roger Ackroyd já tinha me deixado boba, este aqui foi verdadeiramente incrível! A forma que Poirot relatou as justificativas.. Deus! Chegou até a ser bela!

  "Eu brinco mademoiselle, e acho graça. Certas coisas, porém, não tem nada de engraçado. Já aprendi muitas coisas em minha profissão. E uma delas, a mais terrível, é esta: O crime é um hábito." 
As resenhas sobres os livros da Agatha infelizmente tendem a ser pequenas, pois como se trata de um mistério, é difícil discutir os fatos e se ver livre de dar indícios sobre o culpado. 

Recomendo! 
Sobre a Autora:
Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros.
Sobre a edição: Essas novas edições da nova fronteira são lindas! Super coloridas, com ilustrações, folhas amareladas, boa diagramação e capa dura! A unica coisa que eu não gostei foi que, diferente do Assassinato no Expresso Oriente, as folhas desse volume são um pouco finas e dá pra ver a sombra da outra página. Nada que atrapalhe a leitura, mas me incomoda um pouco.

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