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sexta-feira, 11 de março de 2016

Manifesto comunista

RESENHA: MANIFESTO COMUNISTA

Desde os primeiros tempos da História a sociedade existiu através da luta de classes sociais, ou seja, entre burgueses e proletários, verificamos assim, quase por toda parte, uma completa divisão da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de condições sociais que reina até os dias de hoje.
Desde a época do feudalismo, a sociedade divide-se em dois campos antagônicos: a burguesia e o proletariado. Os burgueses se fortificaram com o desenvolvimento do comércio, que desde então vem a fortificar seu poder, tanto financeiro quanto político.
A industrialização também vem a privilegiar o burguês, pois a burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais.
Com o estabelecimento da indústria moderna e do mercado mundial, a burguesia conquistou autoridade política exclusiva no Estado representativo moderno.
Um dos principais fatores que levam a burguesia a um acúmulo de capital são os baixos preços de seus produtos.
A sociedade rural da vida feudal perdeu sua importância, a burguesia subjugou o país ás leis das cidades. A população urbana aumentou grandemente. Do mesmo modo, os países bárbaros tornaram-se dependentes dos países civilizados.
Com o desenvolvimento da burguesia (capital), desenvolve-se também o proletariado, a classe dos operários modernos, que só podem viver se encontrarem trabalho e que só o encontram na medida em que este aumenta o capital. Esses operários, constrangidos a vender-se diariamente, são mercadoria, artigo de comércio como qualquer outro.
O crescente emprego de máquinas e a divisão do trabalho, despojando o trabalho do operário de seu caráter autônomo, tiraram-lhe todo atrativo. O produtor passa a um simples apêndice da máquina e só se requer dele a operação mais simples.
A organização do proletariado em classe e, portanto, em partido político, é incessantemente destruída pela concorrência que fazem entre si os próprios operários.
O custo de produção de um trabalhador é restrito, quase completamente, aos meios de subsistência que ele requer para a sua manutenção e para a propagação de sua raça.
De todas as classes que ora enfrentam a burguesia, só o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária. As outras classes degeneram e perecem com o desenvolvimento da grande indústria; o proletariado, pelo contrário, é seu produto mais autêntico.
O movimento proletário é o movimento espontâneo da imensa maioria em proveito da imensa maioria. O proletário, a camada inferior da sociedade atual, não pode erguer-se, pôr-se de pé, sem fazer saltar todos os estratos superpostos que constituem a sociedade oficial.
A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos dos particulares, a formação e o crescimento do capital; a condição de existência do capital é o trabalho assalariado. Este baseia-se exclusivamente na concorrência dos operários entre si.
“A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis”.
Proletariados e Comunistas
Os comunistas apoiam os proletários como um todo, pois objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado.
A característica distinta do comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa.
Censuram os comunistas por querer abolir a propriedade pessoalmente adquirida, fruto do trabalho do indivíduo, mas o trabalho assalariado não cria propriedade para o proletário, cria o capital, isto é, a propriedade que explora o trabalho assalariado.
O capital é um produto coletivo: só pode ser posto em movimento pelos esforços combinados de muitos membros da sociedade, O capital não é uma força pessoal; é uma força social. Assim, quando o capital é transformado em propriedade comum, pertencente a todos os membros da sociedade, não é uma propriedade pessoal que se transforma em propriedade social.
“O que queremos é suprimir o caráter miserável desta apropriação que faz com que o operário só viva para aumentar o capital e só viva na medida em que o exigem os interesses da classe dominante.”
A teoria dos comunistas pode ser resumida na sentença: abolição da propriedade privada, o fim da exploração dos muitos pelos poucos.
Na sociedade burguesa existente, a propriedade privada já acabou para nove-décimos da população. A sua existência para os poucos deve-se simplesmente à sua não existência nas mãos desses nove-décimos.
O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte dos produtos sociais, apenas suprime o poder de escravizar o trabalho de outros por meio dessa apropriação. Na proporção em que a exploração de um indivíduo por outro termina, a exploração de uma nação por outra também terminará. Na proporção em que o antagonismo entre classes dentro de nações desaparece, a hospitalidade de uma nação para outra terminará.

A supremacia do proletariado fará com que os antagonismos sociais desapareçam ainda mais depressa. A ação comum do proletariado, pelo menos nos países civilizados, é uma das primeiras condições para sua emancipação.



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