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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Teus olhos

Eu vejo nos teus olhos a meiguice 
Como se fosse 
Uma linda sereia de voz doce, 
Que, cantando, surgisse 
À flor do mar, 
Para me fascinar... 

Eu pressinto 
As angustias, as súplicas do instincto, 
Do desejo eu presinto as convulsões 
Que há dentro dessas lânguidas pupilas, 
Na aparência tranquilas, 
Como certos vulcões... 

Teus olhos lembram, na at
ração tão forte, 
Os olhos do destino e o veneno da morte... 
Lembram, de tão profundos e na cor, 
Um campo im
enso de papoulas negras 
À luz branda e macia do sol-pôr... 
              Carmen Cinira

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