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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O VOO ANGÉLICO

Era um anjo entre nuvens oscilando,
Trajando linda, vaporosa veste;
No mimoso semblante e gesto brando
Tão bela, como tudo que é celeste.

No temeroso espaço balançada
Fazia medo e pasmo vê-la assim;
Se não fora criança, era uma fada,
Se não fora do mundo, um querubim.

Mas era mesmo querubim e fada,
De ambos reunia a etérea essência;
Fada pela arte mágica, encantada,
E anjo pelo encanto da inocência.

Balançou-se no ar, e de repente
Pelo espaço vazio se arrojou;
Caiu... oh! não; pousou serenamente,
E suas vestes de anjo não manchou.

Possas, menina, no correr da vida
Como um anjo assim sempre esvoaçar,
Ser de teus pais a pérola querida,
Dos lares teus o anjo tutelar.

             Bernado Guimarães

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