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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

GONZAGA

Meu coração é um louco inconfidente
pelas minas gerais dos seus amores.
Ele alvarenga. Ele claudica em dores.
Mas dorotéia sempre, impertinente.

Pois sempre há de chorar o bem ausente
em derrama brutal de dissabores,
personagem que busca seus autores
e não sabe porquê. É indiferente

que em Moçambique alguém me enrique. Leva-
se tempo em ruminar uma aspereza.
Mas quem jamais sonhou, jamais viveu —

Brasil é um pirilampo azul na treva.
Marília é um purgatório de beleza.
E ninguém sabe onde andará Dirceu. 
Ildásio tavares

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