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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

COMO SE EU FOSSE UM CANTADOR – XXXV

O homem ou crê ou fica louco. A vida 
É mistério, tão bárbaro e medonho, 
Que o sujeito ou se pendura no sonho 
Ou numa áspera corda bem comprida. 

Que venha a fé, mesmo estando vestida 
De estranhos balandraus ou que tristonho 
Seja o rosto de Paulo, ou Possidônio, 
Expressando uma lágrima contida. 

Um momento há que faz rendermos loa 
Àquilo que nos céus finge que voa 
Ou ao da besta urrar no abismo fundo. 

Tem de haver algo que não crer na morte 
Nos faça é acreditar que um poder forte 
Fará de amor o amálgama do mundo. 

                  Áureo de Mello

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