Follow by Email

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Boca da noite

O que não fiz ficou vivo 
pelo avesso. O que não tive 
pertence à dor do meu canto. 
A estrela que mais amei 
acende o meu desencanto. 
Vinagre? Sombra de vinho? 
De noite, a vida engoliu 
(é doce a boca da noite) 
as dores do meu caminho. 
O meu voo se apazigua 
quando a tormenta me abraça. 
O que tenho se enriquece 
de tudo que não retive. 
Diamante? Flor de carvão. 

             Thiago de Mello

Nenhum comentário:

Postar um comentário