Follow by Email

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O poeta escolhe o seu túmulo

Onde foi Troia,
onde foi Helena,
onde a erva cresce,
onde te despi.
onde pastam coelhos
a roer o tempo,
e um rio molha
roupas largadas,
onde houve, não
há mais agora
o ramo inclinado,
eu me sinto bem
e aí me sepulto
para sempre e um dia.
                   Carlos Drummond de Andrade

Nenhum comentário:

Postar um comentário